A Faculdade de Oceanografia da UERJ compartilha a participação de nossa professora Leticia Cotrim da Cunha na elaboração do Relatório Integrado de Pesquisa sobre o Carbono no Oceano, lançado mundialmente em 23 de fevereiro de 2026 pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (IOC) da UNESCO.
A docente liderou a seção 3.c (páginas 31 a 35), intitulada "Carbon exchanges across the land-ocean-ice continuum" — uma análise fundamental sobre as trocas de carbono na interface continente-oceano-gelo, envolvendo 10 coautores de instituições internacionais.
"Liderar a seção sobre as trocas de carbono na interface continente-oceano-gelo foi uma oportunidade ímpar de contribuir com a ciência brasileira para o mais relevante diagnóstico sobre o papel do oceano como sumidouro de carbono. Este relatório é um chamado urgente para o monitoramento global coordenado."
— Profa. Leticia Cotrim da Cunha
O Relatório Integrado de Pesquisa sobre o Carbono no Oceano reúne o trabalho de 72 autores de 23 países e representa a mais abrangente síntese já realizada sobre as incertezas que afetam o sumidouro de carbono oceânico.
Discrepância nos modelos
Variação global nas estimativas de absorção de carbonodas emissões globais
São armazenadas pelo oceano atualmenteDécada do Oceano
Década das Nações Unidas da Ciência OceânicaLink oficial (UNESCO):
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000397333.locale=en
O relatório alerta que as incertezas sobre o comportamento do sumidouro de carbono oceânico podem comprometer as estratégias globais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Se o oceano absorver menos carbono no futuro, mais CO₂ permanecerá na atmosfera, acelerando o aquecimento global.
A IOC-UNESCO defende a criação de um sistema global de observação do carbono oceânico, combinando satélites, plataformas autônomas e medições contínuas da superfície ao oceano profundo.
Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica (2021–2030)
A IOC-UNESCO já lançou mais de 500 projetos e mobilizou mais de US$ 1 bilhão para ampliar o conhecimento e a resiliência climática. O relatório reforça a necessidade de um sistema global de observação do carbono oceânico.